12 A 16 DE AGOSTO DE 2026
Passa Quatro - Minas Gerais - Brasil
11ª Edição
Não é uma corrida, É La Mision!
É uma corrida de trekking de montanha onde os atletas devem optar, no momento da inscrição, entre as distâncias de 110km, 80km, 55km, 35km, 25km, 15km e 7k. A corrida é livre, sem paradas obrigatórias e os corredores podem correr ou caminhar, parar e descansar onde e quando quiserem.
A cidade de Passa Quatro-MG, principal acesso à Serra Fina e com localização privilegiada próximo as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com sua hospitalidade mineira, é o cenário perfeito para receber os Misioneros.





#naoesocorrer
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Depoimento dos Misioneros

Edivaldo Morais
Campo Grande - MS

Cláudia Botelho
Mogi das Cruzes - SP

Morgana Manoela
Recife- PE

Damião Maciel
São José dos Campos -SP

Valentina Hannud
São Paulo - SP

Tatiana Rodrigues
Passa Quatro - MG
Seja você também um Misioneiro
Junte-se a nossa comunidade de atletas apaixonados pela montanha e viva uma experiência
inesquecível na Serra Fina.
Diário Misionero
Desde 2018 sou o responsável por coordenar a comunicação institucional da La Mision Brasil durante o evento em Passa Quatro. Tudo o que vocês veem publicado nas redes sociais passa por mim, sejam as fotos, os vídeos, os comunicados importantes e as entrevistas com os Misioneros e os membros da organização.
A semana do evento, porém, é apenas a ponta do iceberg. Ao longo do ano são necessárias diversas reuniões, visitas a Passa Quatro e alinhamentos entre as equipes responsáveis pelas diferentes áreas da prova.
Existe toda uma rede de comunicação entre as áreas da La Mision Brasil, que se unem diretamente à comunicação do evento. Se os atletas precisam de alguma informação rápida sobre alterações de última hora no percurso ou na programação, por exemplo, o coordenador da área me procura para que eu redija um comunicado e poste no Instagram e nos grupos de WhatsApp.
Gosto de comparar a organização a uma orquestra sendo regida por um maestro com sua batuta. O Paulinho Lamin é o grande condutor, os coordenadores são os músicos com seus instrumentos e os corredores são a plateia que aguarda o grande espetáculo.
É muito gratificante acompanhar os atletas de perto, principalmente durante as chegadas, com seus sorrisos e lágrimas. Durante todos esses anos, tenho na memória várias chegadas marcantes, como a do atleta cego Carlos Remus, o Carlão, e seu guia Luciano Stankowski, que em 2022 completaram os 80 km faltando 7 minutos para o fim do tempo limite.
Eu me lembro que o Carlão terminou a prova, comemorou muito, e continuou andando pela arena até que conseguíssemos convencê-lo a se sentar em uma cadeira para recuperar o fôlego e ser entrevistado para contar a experiência.
Outra chegada ‘épica’ aconteceu no mesmo ano, entre o Célio Augusto e o Wellington Noronha, que disputaram a vitória nos 80 km metro a metro na reta final de chegada. A vitória do Celinho só foi oficializada após análise do ‘photo finisher’, ferramenta muito utilizada em provas de atletismo de pista para decretar o vencedor. Lembro também que o pessoal da cronometragem teve que adicionar uma casa decimal a mais na listagem de resultados e o Celinho foi campeão por um décimo de segundo de diferença para o Noronha.
Em 2026 completo nove anos à frente da comunicação da La Mision Brasil e a cada edição os desafios e as responsabilidades aumentam. Mas fazer parte de um evento desta magnitude é muito gratificante.
O olhar de fora para as coisas é diferente do ver e viver por dentro.
A La Mision Brasil sempre esteve presente no meu repertório desde o início no trail. Seja nas pesquisas sobre o assunto ou mesmo nos compartilhamentos dos amigos que estão treinando e largando na prova todos os anos.
Costumo brincar que mesmo nunca tendo corrido a prova é muito fácil perceber o tamanho dela, pq não estar em Passa Quatro nos dias do evento te faz sentir como o único que ficou de fora. Todo mundo está lá. Correndo, torcendo, vivendo e postando tudo em tempo real.
E até 2025 só o que eu fiz nesses momentos foi lembrar aquela frase que toda mãe adora repetir: “Mas você não é todo mundo!”
Neste ano de 2026 finalmente as coisas mudaram pra mim. Uma combinação muito feliz de propósitos finalmente vai me levar a alinhar nessa largada icônica. Cruzar essa mesma linha na chegada é o que me motiva a treinar e me preparar todos os dias.
Eu já estive na Serra Fina em uma outra oportunidade muitos anos atrás e sei que esse terreno exige além de muito respeito, preparo.
Por isso assim que rolaram as primeiras informações sobre um Camp da La Mision + The North Face eu já sabia que precisava estar lá.
Passar pelos locais que fazem parte dos percursos e conferir de perto a beleza e também a dureza que vamos enfrentar na prova é além de um baita treino, um grande privilégio. É aquele tipo de coisa que não vivemos todos os dias e temos que aproveitar com o máximo de gratidão e presença. Toda a experiência e programação dos treinos foi sensacional, mas pra falar bem a verdade eu já esperava que seria assim.
Acontece que tem uma outra coisa quase mágica nessa organização, que eu achava ser apenas um slogan, mas acabei descobrindo que é a essência de tudo: “Não é só correr.”
Estar com as pessoas vivendo esses dias me fez entender porque a cada edição a prova não para de crescer. A forma como cada detalhe é pensado deixa muito claro que o ingrediente principal ali não é o queijo, o doce de leite e nem a goiabada (apesar de serem uma parte bem importante kkk). O tempero da La Mision Brasil é o carinho de uma equipe que claramente ama o que faz, ama o esporte e ama a montanha.
Já conto os dias para rever essa verdadeira família que me recebeu tão bem em Passa Quatro no Training Camp oficial que vai rolar em Junho. E se você tiver a oportunidade de viver tudo isso também não pense duas vezes, corra e venha com a gente! As inscrições estão abertas e ainda restam algumas últimas vagas.
Por Renan Máximo atleta The North Face
Se preparar para a La Mision Brasil exige mais do que treino físico. É preciso providenciar atestado médico assinado, confirmar o horário real de largada, entender os tempos de corte de cada trecho e reservar hospedagem perto da largada com antecedência. Quem já correu a prova garante que planejar esses detalhes pesa tanto quanto treinar a perna.
Conversamos com um atleta que já correu a prova, e a mensagem dele foi direta: quem trata a La Mision Brasil só como um desafio físico se atrapalha nos detalhes. Documentação, horário, tempo de corte e hospedagem contam tanto quanto o preparo nas pernas.
A La Mision Brasil exige atestado médico assinado por um profissional habilitado para liberar a participação. Não é uma formalidade opcional: sem o documento, o Misionero não passa pela avaliação e não retira o kit.
O problema é o timing. Muita gente deixa para marcar a consulta na última semana, quando a agenda dos médicos já está cheia por causa do volume de atletas se preparando para o mesmo evento. O ideal é resolver o atestado com pelo menos três semanas de antecedência, já prevendo qualquer exame complementar que o médico pedir para provas de resistência longa.
Vale também guardar uma cópia digital do documento, além da física. Em prova organizada como a La Mision Brasil, cada item da é conferido, e ter tudo em duas versões evita correria de última hora.
Horário e dia da largada: por que tanta gente se surpreende
Um detalhe que pega até atleta experiente desprevenido: nem toda distância larga no mesmo dia. Tem prova que larga na quinta à noite, outras na sexta ou no sábado, dependendo da distância escolhida. Quem não confirma isso com atenção corre o risco de chegar em Passa Quatro no dia errado, ou de perder o horário de largada porque assumiu que seria de manhã.
A recomendação de quem já correu é simples: assim que a inscrição for confirmada, anotar o dia e o horário exatos da sua distância em mais de um lugar (celular, papel, compartilhar com quem for te acompanhar). Não confiar na memória, porque o cansaço da viagem e a expectativa da prova bagunçam qualquer plano mental.
Tempo de corte: como planejar sua estratégia de prova
Em provas de corrida de montanha como a La Mision Brasil, o tempo de corte no meio do percurso corta mesmo. Não é um aviso simbólico: quem chega atrasado num ponto de controle é retirado da prova, mesmo que ainda tenha fôlego para continuar.
Um Misionero que já correu a La Mision Brasil resumiu bem a estratégia que funcionou para ele: “eu tava bem focado no primeiro tempo de corte, e deu tudo certo, porque eu planejei”. Em vez de pensar só na distância total, o ideal é quebrar o percurso em trechos até cada ponto de corte e calcular um ritmo realista para cada um, considerando a técnica do terreno, não só a distância em quilômetros.
Terreno de montanha não se compara a corrida de rua. Um quilômetro de subida técnica pode levar o dobro do tempo de um quilômetro de asfalto. Quem planeja com base no pace da rua chega atrasado nos primeiros cortes sem nem perceber o motivo.
Onde ficar em Passa Quatro
Hospedagem em Passa Quatro fica concorrida perto da data da prova, e o preço sobe rápido conforme a data se aproxima. Quem já correu recomenda resolver isso com meses de antecedência, de preferência já pensando na logística do dia da prova: ficar perto da largada e da chegada evita depender de carro ou transporte no momento em que o corpo já está exausto.
Uma dica de quem participa todo ano: assim que termina a edição atual, já reservar a pousada para o ano seguinte, aproveitando que ainda tem vaga disponível e o preço não subiu. Esperar para resolver hospedagem no mês da prova costuma significar pagar mais caro por uma opção mais longe do centro.
Treinar no percurso antes da prova
Quem chega em Passa Quatro pela primeira vez sem conhecer o trajeto costuma levar um susto real com a altimetria e a dificuldade técnica da Serra Fina. Trilha de montanha exige adaptação: equilíbrio em pedras soltas, técnica de descida, ritmo de respiração em altitude. Isso não se treina só na esteira ou no asfalto da cidade.
Sempre que possível, vale ir a Passa Quatro antes da prova para treinar em trechos reais do percurso. Não precisa ser o trajeto inteiro: conhecer alguns pontos técnicos já ajuda o corpo e a cabeça a chegarem mais preparados no dia da largada. Quem faz isso relata sentir muito mais segurança na hora de decidir onde acelerar e onde economizar energia.
O preparo também é nutricional
Toda essa organização de documentos, horários e hospedagem serve para uma coisa só: deixar sua cabeça livre para focar no que importa durante a prova, o próprio percurso. E dentro do percurso, a nutrição é parte da estratégia tanto quanto o tempo de corte. Isso a gente detalha com calma no próximo guia da série, sobre como se alimentar durante a travessia da Serra Fina.
Clique no link para conhecer a linha de nutrição esportiva da Bananinha Paraibuna: https://www.bananinhaparaibuna.com.br/?utm_source=organic&utm_medium=blog&utm_campaign=la_mission_brasil_2026&utm_content=como-se-preparar-cta
Faltam um pouco menos de 6 meses para esse grande desafio do trail running brasileiro, no qual mais de 5 mil corredores de montanha irão percorrer as trilhas da Mantiqueira nas distâncias de 7, 15, 25, 35, 53, 80 e 110 quilômetros.
Porém, todo o trabalho de organização e produção dessa incrível experiência, a ser vivida e baseada na cidade de Passa Quatro/MG, começa muito antes da contagem regressiva de abertura do check-in dos Misioneros, na quarta-feira, dia 12 de agosto, às 14h.
São 12 meses de trabalho contínuo. Sim, um ano de planejamento, brainstorms, discussões, decisões, produção e execução.
Tudo começa praticamente dias após o término da edição do ano anterior, que é o momento de um primeiro feedback dos staffs, ainda no calor, na emoção e no cansaço do trabalho realizado.
Em seguida, há um breve período de “descanso” para que as energias possam ser reabastecidas, mas, ao mesmo tempo, as mentes pensantes da LMB não param e, mesmo em um momento de lazer, vez ou outra anotamos insights que serão apresentados assim que os trabalhos oficialmente retornarem.
Ressalto que a mente do diretor geral da LMB não para um segundo sequer, disso vocês podem ter certeza. Digo isso porque é frequente receber uma mensagem do Paulo Lamin às 4h30 da manhã, entre sábado e domingo, buscando opiniões.
A estrutura organizacional da LMB é como a de qualquer empresa de médio porte: temos diretores, coordenadores, líderes e staffs divididos em vários departamentos ou pilares que compõem uma empresa que tem como finalidade organizar eventos esportivos.
De outubro a março, são realizadas várias reuniões entre diretores e coordenadores, nas quais todos os departamentos são avaliados, tanto em sua organização prévia quanto na execução durante os dias da LMB.
Com base nisso, sugestões são apresentadas, discutidas e deliberadas, sempre com dois pensamentos em mente: a experiência de quem participa da LMB e a experiência de quem trabalha na LMB.
Sim! A LMB tem uma grande preocupação com todas as pessoas que colocam seu trabalho pessoal na execução do evento, pois, se esses profissionais estão felizes, transmitirão essa felicidade a todos os Misioneros presentes em Passa Quatro.
A partir de abril, a parte “teórica” da organização da LMB se encerra, e tudo o que você encontrará no próximo mês de agosto de 2026 começa a ganhar forma, pois são semanas realizando cotações com fornecedores, aprovando layouts, solicitando correções e ajustes, buscando sempre cumprir as datas programadas. Afinal, quando você estiver na última bancada do check-in da LMB e se identificar, seu kit Misionero deverá estar pronto, com seu respectivo número, camiseta e todos os outros itens.
Quando você estiver a poucos minutos de adentrar a área de largada, o café da manhã dos Misioneros deverá estar posto, a cronometragem aguardando o horário de partida, e os staffs de montanha todos posicionados em seus respectivos locais para recebê-los, orientá-los e, quando necessário, assessorá-los.
Minutos antes da largada, eu e a Fabi teremos que estar em prontidão junto com a equipe de som, pois 12 minutos antes da largada inicia-se todo o cerimonial, com a música certa e o texto certo na hora certa.
3, 2, 1… VALEEEEENDOOOOO!
Foi dada a largada da LMB.
Os postos de reabastecimento estarão com todos os itens descritos no regulamento e planejados pela Dra. Ana, nutricionista responsável pela LMB.
E, quando você cruzar a linha de chegada, toda a festa para recebê-los estará pronta e de braços abertos, com todos os fotógrafos registrando sua conquista.
A área de dispersão estará aguardando você, celebrando sua medalha de finisher e seu fleece de finisher.
Mas, para que tudo isso aconteça como descrito, são muitas semanas de trabalho, de muitas pessoas que não aparecem durante todo o evento, mas que são essenciais para que tudo ocorra como planejado.
Hoje posso dizer que o maior investimento da La Mision Brasil é feito em sua equipe de trabalho e, principalmente, no processo interno de organização, para que tudo ocorra da forma mais eficiente possível, pois ser eficaz está no DNA da La Mision Brasil.
Tenham certeza de que, enquanto vocês estão treinando arduamente e planejando sua viagem a Passa Quatro, todo o staff da LMB está trabalhando para proporcionar uma experiência incrível para você em 2026.
Por Sidney Togumi
A alimentação da La Mision é um desafio técnico que extrapola a cozinha. É um processo que começa no planejamento estratégico do cardápio e se concretiza na execução logística, no coração da Serra Fina. O objetivo é simples e, ao mesmo tempo, exigente: garantir que o atleta precise se preocupar apenas em seguir em frente, passo após passo, até o cume.
Cada ponto da prova é pensado de forma específica. Levamos em conta variáveis como localização, altitude, acesso e a infraestrutura disponível para preparo e distribuição. Essas decisões impactam diretamente a eficiência operacional, a segurança alimentar e, principalmente, a experiência de quem está em prova.
Para transformar esse planejamento em realidade, contamos com uma equipe essencial: alunos de Nutrição da UFV, cozinheiros e ajudantes que operam em condições desafiadoras. Mais do que executar tarefas, eles sustentam o cuidado com quem passa, combinando técnica com o acolhimento característico de Minas, onde cada refeição também carrega conforto.
Entre todos os pontos, um se destaca: a montagem de uma das cozinhas mais altas do Brasil, no topo da Pedra da Mina. Em um ambiente extremo, onde tudo é mais difícil, mantemos o compromisso com o básico bem feito, o tradicional café com queijo e goiabada, simples, estratégico e muitas vezes decisivo para renovar o fôlego dos atletas.
No total, é uma operação que sustenta mais de 5.900 atletas e cerca de 700 membros de staff ao longo de quatro dias de evento. Entregar a La Mision com excelência no serviço de alimentação não é apenas uma meta, é um compromisso com cada atleta que confia na prova.
Por Dan Holz de Arruda Nutricionista La Mision
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